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Lideranças comunitárias de Três Lagoas são apresentadas ao projeto Fiems Atuante
|19 de abril de 2017|

Em reunião com 32 líderes comunitários de Três Lagoas, nesta quarta-feira (19/04), no Espaço Empresarial do Sesi, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, apresentou o projeto Fiems Atuante, que visa levar educação profissional para onde o aluno está por meio das salas de aulas móveis do Senai. “Vamos da oportunidade de a educação chegar aos bairros, o que com certeza trará mais empregos e aumentará a renda das famílias, movimentando a economia do município como um todo. Entendo que é deste tipo de ação que os municípios precisam para se desenvolver, gerando emprego e renda, porque hoje a grande maioria das pessoas que não conseguem um emprego porque esbarram na falta de qualificação”, falou.

Na reunião, Longen explicou que o Fiems Atuante será lançado oficialmente em maio como parte do calendário de ações do Mês da Indústria e pediu apoio das lideranças de diversos bairros de Três Lagoas para que atuem como uma espécie de mobilizadores, fazendo a interlocução com os moradores interessados em se capacitar para o mercado de trabalho. “Vocês, como influenciadores nas regiões onde moram, terão acesso a todo o portfólio de cursos do Senai e, então, reunirão os interessados em receber qualificação para se tornarem capacitados para atuar no mercado de trabalho. Quando chegarmos a um número mínimo, a unidade móvel do Senai se instalará naquele bairro, em um local de fácil acesso para todos, o que tornará o curso mais acessível para o aluno, que não precisará percorrer uma grande distância, gastar com transporte para aprender a ter uma profissão”, detalhou.

Somente em Três Lagoas o projeto envolverá cinco salas de aulas móveis do Senai e contará, ainda, com a estrutura do Sesi, que levará atendimento médico-odontológico, ginecológico e oftalmológico por meio de outras dez unidades móveis. Inicialmente, os cursos disponíveis serão os de assistente de recursos humanos, assistente de contabilidade, almoxarife, modelista de roupas, pedreiro de revestimento, instalador hidráulico, pintor de obras, operador de computador, auxiliar de produção de celulose, desenho mecânico e soldador, mas outros poderão ser incluídos conforme a demanda apresentada pela população aos mobilizadores de cada bairro e pelas indústrias de Três Lagoas. 

“Trata-se de um projeto muito arrojado, que atenderá a comunidade de Três Lagoas e as empresas em um momento de muita dificuldade, além de permitir a participação da população naquilo que realmente importa, que é a educação”, concluiu Longen. Para Luiz Valentin, que representou na reunião o Bairro Santo André, o desemprego é a principal dificuldade relatada pelos moradores da região e os cursos de qualificação poderão reverter o quadro. “É de muita importância para nós esse tipo de atitude vindo da iniciativa privada, porque Três Lagoas é uma cidade de oportunidades. Sobra emprego, mas falta mão de obra capacitada, ouvimos com muita frequência os empresários locais falando sobre isso. Então vamos agarrar essa chance e tentar divulgar essa oportunidade para o máximo de pessoas da nossa região”, comprometeu-se.

Presidente da Associação Mães Mais Unidas, Angelyta Caetano relatou outro obstáculo para o desenvolvimento: o fato de mulheres não conseguirem sair de casa para fazer um curso em razão de não terem com quem deixar os filhos. “É uma iniciativa muito significativa para essas mães levar um curso, uma oportunidade para mais perto delas. Elas não conseguem sair de casa por muito tempo porque há uma defasagem de vagas nas creches, então ficam desempregadas, param de estudar”, comentou.

Do Bairro Jardim Paranapunga, Celso José acrescentou que a falta de transporte público no bairro não será motivo para os moradores deixarem de fazer o curso ou faltarem às aulas. “Nosso bairro é esquecido nesse quesito, é distante do Centro e mal passa ônibus. Então, levar um curso até lá, seria muito bom”, emendou.


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