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Em reunião sobre Rota Bioceânica, diretor-regional do Senai destaca oportunidade de industrialização do Estado
|21 de agosto de 2019|

Com a viabilização da Rota Bioceânica ligando o Brasil ao Chile, passando por Paraguai e Argentina, Mato Grosso do Sul deverá atrair novos investimentos, que vão contribuir para a industrialização do Estado e, consequentemente, maior geração de emprego e renda. A avaliação é o diretor-regional do Senai, Rodolpho Caesar Mangialardo, durante a 8ª Reunião do Grupo de Trabalho do Corredor Bioceânico Rodoviário - Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, realizada nesta quarta-feira (21/08) no Hotel Deville, em Campo Grande (MS).

“Além do desenvolvimento que vem para o Estado na BR-267 que corta Mato Grosso do Sul, podemos enxergar uma série de incentivos quanto à importação e exportação de produtos industrializados do Estado, que deverão se tornar mais competitivos. Diante desses novos investimentos que devem surgir, o Senai está pronto para oferecer cursos para qualificar a mão-de-obra que será demandada. Vale ressaltar que além do nosso portfólio, também podemos customizar soluções para as empresas”, afirmou Rodolpho Mangialardo.

Ele também ressaltou que todo o Sistema Indústria irá auxiliar e apoiar os novos empreendimentos que devem se instalar no Estado. “O Senai já tem uma expertise no que diz respeito à educação profissional e também em produtos e serviços que melhoram processos de produção. O Sesi desenvolve trabalhos na área de Saúde e Segurança do Trabalho, com um Centro de Inovação destinado a isso, e o IEL também deverá auxiliar na qualificação das empresas com o PQF (Programa de Qualificação de Fornecedores), além do CIN (Centro Internacional de Negócios), que deverá auxiliar nos processos de importação e exportação”, completou.

O governador Reinaldo Azambuja reforçou que o encontro busca discutir o amadurecimento do Corredor Bioceânico, tratando de temas que envolvem não apenas a infraestrutura, como também a questão aduaneira, logística. “A obra e os investimentos já são realidade. Agora precisamos organizar como esse corredor vai funcionar com relação às cargas, estradas. Também precisamos nos organizar com relação ao turismo, a questão cultural dos quatro países, as pessoas que serão afetadas”, afirmou.

Nesse sentido, ele destacou a importância do trabalho em conjunto com as universidades e com o Sistema S. “As federações que representam o setor produtivo de Mato Grosso do Sul são fundamentais. Poder trabalhar o desenvolvimento com a Fiems, Fecomércio-MS, Famasul é muito importante porque vamos precisar de mão-de-obra qualificada para os novos investimentos que vão surgir. Muito mais do que a organização de uma infraestrutura em si, precisamos de uma organização política entre os quatro países para o desenvolvimento desse corredor”, reforçou.

O coordenador-geral de assuntos econômicos latino-americanos e caribenhos do Ministério das Relações Exteriores, João Carlos Parkinson de Castro, explicou que a ideia do encontro é aprofundar os estudos, identificando novos produtos e benefícios que essa nova rota poderá oferecer em termos de redução de custos e tempo.

“Há vantagens espetaculares para Mato Grosso do Sul não só com relação à exportação. Na medida que evita congestionamentos nos portos de Santos e Paranaguá, o Estado será beneficiado de portos de maior calado, com serviços mais eficientes e mais baratos, diferencial de frete. Tudo isso envolverá a criação de novos empregos”, pontuou João Carlos Parkinson de Castro.

Representantes internacionais

A 8ª Reunião do Grupo de Trabalho do Corredor Bioceânico Rodoviário - Brasil, Paraguai, Argentina e Chile reúne autoridades dos governos de cada um dos países envolvidos, que destacaram a importância dos investimentos para o desenvolvimento das regiões em que o corredor passará. Para a diretora de limites e fronteiras do Ministério das Relações Exteriores da Argentina, Mónica Dinucci, é fundamental que haja uma simplificação nos processos.

“Não adianta de nada termos a melhor rota em termos de estradas, com pistas de ótima qualidade interligando os países, se os caminhões tiverem de ficar parados por horas nas fronteiras por causa da burocracia. Por isso, estamos conversando com as autoridades migratórias para essa simplificação, que vai beneficiar não somente o fluxo das cargas, mas também o turismo”, salientou Mónica Dinucci.

Para o embaixador do Chile, Roberto Ruiz Piraces, o Corredor Bioceânico vem num momento de extrema importância para a economia global. “Para nós, esse é um projeto político, porque permite a integração não apenas de territórios por meio de pontes, mas a união de quatro economias importantes e complementares. É um corredor que une o pacífico ao Mercosul e que dará mais competitividade aos produtos da América do Sul”, ressaltou.

Já a embaixadora do Paraguai, Glória Irma Amarilla, reforçou a necessidade de discussões entre os quatro países envolvidos no projeto para que seja construído um acordo entre as instâncias políticas. “Acreditamos que o Corredor Bioceânico irá trazer novas possibilidades de desenvolvimento, principalmente nas cidades por onde passa a rota, por isso é fundamental essas reuniões para estruturação de uma política conjunta de organização”, finalizou.


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