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Em distribuição de máscaras do Sistema Fiems, mãe que perdeu filho para a Covid-19 faz apelo
|31 de julho de 2020|

Dona Eracy Fernandes, de 74 anos, ouviu a voz do filho pela última vez há dois meses, por telefone, quando ligou para saber se os sintomas da Covid-19 estavam melhorando. “É só uma gripe à toa, mãe”, ele respondeu, talvez para tranquilizar a mãe, talvez porque acreditar que tudo ia ficar bem. “Não é gripe à toa. O novo coronavírus, essa doença infeliz, levou ele, meu filho mais velho. O povo tem que ter compaixão, compreensão que esta doença leva mesmo. Meu filho não estava acreditando que ele ia morrer. Quantas mães hoje não estão chorando a perda de um ente querido?”.  

Eracy Fernandes chegou até a equipe do Sistema Fiems durante mais uma ação do mutirão de distribuição de máscaras de tecido, promovido por meio do Sesi e do Senai, na quinta-feira (30/07) e nesta sexta-feira (31/07). A aposentada ia até a farmácia comprar remédios quando passou pela unidade móvel do Sesi estacionada no Bairro Caiobá e pegou máscaras para ela e também para outros familiares e conhecidos. 

“Vou levar, sim. Uso a máscara até para tirar o lixo, aguar a grama na frente da calçada. Eu agradeço a quem está doando essas máscaras, porque isso é um benefício para o povo, vai salvar muita gente. Vi na televisão que ajuda a não transmitir pela saliva”, disse Eracy Fernandes. O cuidado e conhecimento sobre como se prevenir da Covid-19 chamou atenção. Além da máscara, ela carregava um borrifador com álcool e pedia que quem estivesse próximo dela respeitasse o distanciamento. 

Quando contou como o novo coronavírus transformou para sempre sua família – a nora e o neto também foram infectados, mas desenvolveram sintomas menos graves da doença, e estão recuperados – entendemos que mais gente deveria conhecer a história de dona Eracy Fernandes e conhecer seu apelo. “Às pessoas que andam sem máscara: 'por favor, pelo amor de Deus, coloquem a máscara, a doença é brava, não é brincadeira, não. Quando eu lembro do meu filho só peço para o Espírito Santo me dar forças para parar de chorar, porque não adianta chorar, ele não vai voltar mais. E oro e peço a Deus que tenha compaixão para não deixar outras mães perderem seus filhos. Perdi mãe, perdi pai, mas não é triste como perder um filho. Era meu filho mais velho. Alegre, divertido, bondoso, gostava de fazer caridade para os outros”. 

Emerson Fernandes tinha 47 anos e, conforme a mãe, a suspeita é de ele tenha contraído a doença ao receber um colega para tomar chimarrão em casa. O filho, então, soube que a visita testou positivo para a Covid-19 e os primeiros sintomas começaram a aparecer. Dias depois, ele faleceu. 

Mutirão de distribuição 

O mutirão de distribuição de máscaras de tecido faz parte de mais uma ação da campanha “Se Puder Fique em Casa, Se For Sair Use Máscara”, promovida pelo Sistema Fiems, por meio do Sesi e Senai, para incentivar e orientar a população sobre a importância do uso da máscara. Nesta etapa, foram distribuídas mais 50 mil máscaras nas sete regiões de Campo Grande, nos bairros Alves Pereira, Vila Nova Capital, Centro, Jardim Sayonara, Batistão, Mata do Jacinto, Vida Nova, Los Angeles, Moreninha III, Jardim Aeroporto, Caioabá, Maria Aparecida Pedrossian e Santa Luzia. 

Com essa ação, a campanha chega a 380 mil máscaras distribuídas em todo Mato Grosso do Sul, 120 mil delas somente na Capital e 260 mil nos municípios onde há maior índice de casos de Covid-19. A meta do presidente da Fiems, Sérgio Longen, é alcançar 500 mil máscaras distribuídas gratuitamente à população, cobrindo todas as regiões do Estado. Além das máscaras, a ação inclui orientação sobre como se prevenir do novo coronavírus e distribuição de panfletos informativos.  

“Essa é a forma que a iniciativa privada encontrou para auxiliar o poder público e a população a superar este momento de crise na saúde e econômica. A OMS (Organização Mundial da Saúde) e o Ministério da Saúde recomendam o uso da máscara como uma segura e eficaz barreira de proteção contra a disseminação do vírus. Distribuir as máscaras é uma das frentes de atuação que nós, enquanto iniciativa privada, atuamos para auxiliar o poder público e a população e vencer essa pandemia”, declarou Sérgio Longen.

“Nós, do Sesi e Senai, estamos fazendo a nossa parte, distribuindo as máscaras e levando orientação à população dos bairros. Pedimos agora que as pessoas tenham consciência: fiquem em casa o quanto puderem, e ao sair, usem as máscaras e higienizem bem as mãos. As pessoas estão morrendo, os leitos de hospitais estão lotados e precisamos, agora, cuidar da nossa saúde e de quem a gente ama”, enfatizou o gerente de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) do Sesi, Michel Klaime Filho.

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